Xilitol

Atualizado: 30 de jul. de 2018



Começo esse artigo citando uma pesquisa cientifica realizada em 2015 pela Crit Ver Food Sci Nutri. Link da pesquisa encontra-se abaixo.

“O xilitol é um açúcar-álcool penta-hidroxilado que existe em quantidades muito baixas em frutas e legumes (ameixas, morangos, couve-flor e abóbora). Em escala comercial, o xilitol pode ser produzido por processos químicos e biotecnológicos. A produção química é dispendiosa e extensa nas etapas de purificação. No entanto, o método biotecnológico utiliza resíduos agrícolas e florestais que oferecem as possibilidades de produção econômica de xilitol, reduzindo a energia necessária. O precursor xilose é produzido a partir de biomassa agrícola por hidrólise química e enzimática e pode ser convertido em xilitol principalmente por levedura. A hidrólise sob condição ácida é a prática mais comumente influenciada por vários parâmetros do processo. Vários inibidores do processo de fermentação são produzidos durante a hidrólise química que reduz a produção de xilitol, sendo assim necessário um passo de desintoxicação. A produção biotecnológica de xilitol é um processo integral de espécies microbianas pertencentes ao gênero Candida, que é influenciada por vários parâmetros do processo, como pH, temperatura, tempo, fonte de nitrogênio e nível de extrato de levedura. O xilitol tem aplicação e potencial para as indústrias alimentícia e farmacêutica. É um adoçante funcional, pois tem efeitos prebióticos que podem reduzir os níveis de glicose, triglicerídeos e colesterol no sangue. Esta revisão descreve desenvolvimentos de pesquisas recentes relacionadas à bioprodução de xilitol de resíduos agrícolas, aplicações, saúde e questões de segurança.”

Resolvi pesquisar e escrever sobre o xylitol porque virou um adoçante da moda. Seu valor elevado sugere uma forma segura e eficaz para adoçar. Será uma verdade?

Algumas pesquisas cientifcas relacionam o xilitol como forma de combate às cáries, tendo essa uma vasta pesquisa realizada pela comunidade cientifica.

Muito parecido ao açúcar (sacarose) em aparência e sabor, porém com 40% menos calorias, isento de frutose e não provoca danos ao organismo como o açúcar branco refinado. Substância edulcorante chamada de álcool de açúcar uma vez que são híbridos de uma molécula de açúcar com a molécula de álcool.

Derivado da Xilose (um açúcar não digerível) retirado de alguns tipos de árvores.

Estudos recentes vêm sendo realizados sobre o xylitol. Algumas descobertas de benefícios com o uso. Porém as pesquisas são recentes. Entende-se ser seguro para diabéticos, para a saúde bucal, para o aumento da massa magra e para combater o envelhecimento precoce, porém há riscos para quem possui síndrome de intestino irritável, por exemplo. Um médico sempre deve ser consultado para o uso regular dessa substância. Sendo recomendado, portanto, seu uso moderado.

Estudos recentes realizados com a pele e osso do bacalhau para formação de gel adoçado com xylitol e com stevia, preliminarmente encontraram melhorias no uso do xylitol. Surpresas podem vir e quem sabe, mais para frente, poderei sentir mais “vontade” de utilizar o xylitol nas minhas receitas.

Fato é que ainda dou preferência de utilizar nas minhas receitas funcionais, o stevia. Mas verifiquei muitos benefícios no xylitol e algumas restrições. Procurei demonstrar as pesquisas cientificas ligadas ao xylitol, dar mais segurança para quem faz a opção de utilizá-lo, acrescentar os benefícios constatados quanto ao uso positivo para os dentes e fechar com uma possível descoberta de fazer xylitol a partir dos descartes do plantio de cacau, pois achei essa uma idéia espetacular, uma vez que envolve o não desperdício e o aproveitamento de um fruto e de uma planta tão conhecida como o cacau.

Espero que gostem do artigo!




Fontes de Pesquisa:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24915309

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26467791

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/30007481

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29988210

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29954228

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29872652

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29641547

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